A questão das origens é certamente de grande interesse, não só pela imensa complexidade envolvida ao entrelaçar questões científicas, filosóficas e bíblico-teológicas, mas também pela paixão e controvérsia que costuma despertar. Trata-se, porém, de tema de alta relevância, cujas dificuldades precisam ser enfrentadas pela centralidade que ocupa na formação de uma cosmovisão cristã e nas discussões contemporâneas sobre a revelação entre fé e ciência.
Algo que constata nesta obra é que os quatro representantes das visões expostas neste livro se declaram criacionistas e todos advogam a existência de propósito e design na natureza. Se estão de acordo, por que estão o debate? Embora todos creiam em um criador pronto e acabado ou evolui ao longo de um grande período de tempo? E, se evolui, será que Deus tenha praticado intervenções miraculosas pontuais ao longo da história do universo? Questões como essa não teriam grande relevância para a maior parte dos cristãos há dois ou três séculos, mas desde então passamos por movimentos intelectuais arrebatadores, como o iluminismo e o desenvolvimento da crítica bíblica, e por revoluções cientificas cujos impactos culturais mais amplos redundaram, entre outras coisas, em ceticismo e secularismogeneralizados. Não há, portanto, como escapar ao popular “se correr o bicho pegar, se ficar o bicho come”. A discussão sobre as origens trata de questões fundamentais que precisam ser enfrentadas.
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